RESENHA | "O APANHADOR DE SONHOS" de Stephen King

Editora: Ponto de Leitura | Gênero: Literatura Fantástica/ Ficção Científica | Páginas: 810
Sinopse: Em "O Apanhador de Sonhos", Stephen King cria uma história sobre a verdadeira amizade e a memória. Em um texto assustador e emocionante, conduz seus personagens por uma batalha inigualável com o mundo das trevas. Eles ainda eram meninos quando viveram uma experiência que os marcaria para sempre, em Derry, a cidade mal-assombrada do Maine. Eram quatro meninos com seus sonhos e medos. Quatro amigos que juntaram suas forças e foram capazes de um grande ato de coragem. A partir dali tudo mudou, mas eles levariam um bom tempo até se darem conta disso. O tempo passou. Outros caminhos, outras histórias, mas continuaram amigos. Cúmplices. Todos os anos, onde quer que estejam, interrompem suas vidas para uma temporada de caça nos bosques do Maine. Um momento para recordarem o passado e fortalecerem o sentimento que os une. Nesse ano, algo diferente acontece: um forasteiro surge repentinamente no acampamento. Confuso, ele murmura frases desconexas. Assustado, fala de luzes no céu. Sua voz soa em meio ao grupo como uma estranha e aterradora profecia. Logo os amigos percebem que o homem dizia a verdade e se encontram envolvidos em uma luta contra uma poderosa criatura. Para sobreviver, terão de resgatar algo perdido na infância e contar com a ajuda d'O Apanhador de Sonhos. 

Sim, mais uma resenha do King no blog. A segunda de muitas, claro, visto que é o meu autor favorito da vida. Mas não vou mentir que essa resenha demorou a sair já que eu enrolei bastante para concluir esse livro. O começo dele era muito lento e por conta disso, eu demorei um pouco para embarcar no ritmo da leitura, demorei a me envolver realmente na história.
Aqui temos quatro amigos muito próximos: Henry, Jonesy, Beaver e Pete. Eles cresceram juntos e são como irmãos. A amizade deles é a coisa mais bonita do livro. Todos são realmente muito próximos e apesar de todos os problemas que surgiram em suas vidas após adultos, a amizade os mantém de pé. Os quatro compartilham uma ligação a mais além de apenas amizade: após um acontecimento quando adolescentes, passarem a ter alguns "dons" e sua ligação se fortaleceu fazendo com que pudessem sentir o que o outro sentia, alguns sonhos premonitórios, localização e principalmente "ver a linha".

Não havia Deus, não havia Diabo, não havia simpatia. E vassim que a gente percebesse isso, estaria em apuros.

Desde jovens eles se encontram anualmente para passar alguns dias em um bosque no Maine para caçar e colocar o papo em dia. É uma tradição e todos os quatro a cumprem fielmente. Exceto que esse ano, as coisas não parecem muito boas como antes: Jonesy sofreu um grave acidente que quebrara o seu quadril o deixando com alguns pinos de presente e um leve mancar, Pete está cada vez mais alcoólatra e Henry, um sério psiquiatra, se encontra em um grave estágio de depressão e planejando o suicídio. Inclusive estava cogitando liquidar a sua vida ali mesmo, nesses breves dias de descanso com os amigos. O único que parecia estar bem era Beaver. 

Henry retornou aquela tarde de outubro como se a um sonho profundo. Descia ao poço da memória tão depressa, a uma profundidade tão grande, que a princípio não percebeu a nuvem correndo na direção dele, a nuvem que não era de palavras, pensamentos ou gritos, mas apenas a própria nuvem negro-avermelhada, uma nuvem com lugares aonde ir e coisas a fazer.

Certo dia, quando Jonesy está tranquilamente na Hole In The Wall, a cabana do pai de Beaver onde se encontram para caçar há anos, um homem aparece desnorteado. Jonesy quase atira nele achando ser um cervo. O homem não parece ter ideia de quanto tempo está perdido, está com alguns dentes faltando, uma mancha vermelha em seu rosto e parece estar com um grande problema intestinal. Preocupado, ele e Beaver tentam acalmar o homem perdido que murmura sobre luzes no céu e lhe dão abrigo ao menos até a nevasca passar. Pete e Henry haviam saído para comprar bebidas. O que eles não esperavam era que o homem trazia nele (sim, NELE) um grande problema. E é aí que a história começa. 

A memória é tanto o ato quanto a arte de associação.

Paralelamente temos o núcleo do Serviço Secreto do governo que colocou a área em quarentena e estava aniquilando humanos e animais nas redondezas. Essa foi a parte que me fez empacar um pouco no livro. Os diálogos eram longos, maçantes e Kurtz, o chefe, era insuportável, arrogante e dono de ZERO carisma. Foi isso que me tirou um pouco o ritmo.
Como leio o gênero terror e suspense há anos, desde novinha, não sou de me assustar fácil e para ser sincera a única coisa que realmente consegue me deixar com medo são alienígenas. Sim, isso mesmo. Pode parecer besta mas esse tema sempre me assustou e é exatamente esse o grande vilão do livro. Porém o livro não é de terror, é mais uma ficção científica mesmo. Os aliens aqui se propagam como um fungo, um parasita. Porém nem todos conseguem sobreviver ao clima da Terra e por isso temos o Sr. Cinza, o mais forte, como o "cabeça" tentando de todas as formas possíveis propagar o fungo sem que o mesmo morra por conta do frio daquela época do ano. 

Para começar, não gostava de ver a si mesmo como "Sr. Cinza" - não era essa a ideia que fazia de si mesmo ou da espécie mental da qual fazia parte; não gostava sequer de ver a si mesmo como "ele", pois era dos dois sexos e de nenhum.

Vale dizer que a história se passa em Derry, a mesma cidade de onde se passam os eventos de It- A Coisa. Tanto que temos um easter-egg bem bacana quando os personagens passam por um monumento erguido pelos integrantes do Clube dos Perdedores para as crianças vítimas do palhaço Pennywise que está pichado de letras vermelhas com a seguinte frase: "PENNYWISE VIVE!". Stephen King sabe deixar sua marca. Adoro quando ele cita seus próprios livros em outras obras. 

Acredito que Duddits somos nós.

Menção honrosa para o meu personagem preferido do livro, o Duddits. Ele era o quinto amigo do grupo, um jovem com Síndrome de Down que conquistara o coração dos garotos e o meu junto com sua risada e sua inocência. Os meninos o amavam com todo o coração e é muito bonito de ver como o tratavam. Ele era realmente parte do grupo. Sem contar que Duddits é uma parte indispensável para o livro. 
A escrita do livro é super tranquila, não é tão pesada quanto dos outros livros de King que eu já li e se tirar as partes do Kurtz lá pela primeira parte do livro, a leitura flui rapidamente, apesar de eu não ter curtido muito os xingamentos do Beaver. Ele inventava cada xingamento bizarro. Mas essa é mais uma história na qual King nos mostra sobre o poder da amizade e o impacto dela na vida de alguém. É uma leitura que indico a todos.

Ps.: Gente, o livro tem uma adaptação de 2003 PÉSSIMA. Fujam pras colinas. ~~ 
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RESENHA | "PRINCE OF THORNS" de Mark Lawrence

Editora: DarkSide Books | Gênero: Literatura Fantástica | Páginas: 360
Sinopse: Ainda criança, o príncipe Honório Jorg Ancrath testemunhou o assassinato da Rainha Mãe e de seu irmão caçula, William. Jorg não conseguiu defender sua família e nem fugir do horror. Jogado à própria sorte em um arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente a sua pele, e sua alma. O Príncipe dos Espinhos se vê, então, obrigado a amadurecer para saciar o seu desejo de vingança e poder. Vagando pelas estradas do Império Destruído, Jorg Ancrath lidera uma irmandade de assassinos, e sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram.

Eu já fiz um post falando sobre o que estava achando da leitura do livro até a página 100 bem aqui. Até aquele determinado momento, por mais que eu estivesse envolvida na leitura, ainda não tinha me apegado tanto ao personagem Jorg e entendido os seus objetivos.  

Eu a inda a vislumbrava, vislumbres sobre a escuridão aveludada. "Lucifer falava assim. O orgulho o exilou do Paraíso, ainda que se sentasse a direita de Deus." Sua voz começou a sumir até se tornar menos que um suspiro. No final, o orgulho é o único mal, a origem de todos os pecados."

Pois bem, agora que finalizei, tenho que admitir que o personagem me cativara um pouco mais. O livro conta a trajetória de vingança de Jorg, um rapaz de catorze anos que é líder de um grupo de assassinos e saqueadores que ganham a vida assim, invadindo lugares, saqueando, estuprando algumas mulheres. Sua mãe e seu irmão caçula foram mortos na sua frente enquanto estava preso em um arbusto de roseira-brava e essa memória o persegue desde então. Ele se sente de certa forma culpado por não ter se desenvencilhado do arbusto e ido defendê-la mesmo que nós, leitores, saibamos que um garoto de dez anos nada poderia fazer contra os homens que ali estavam. 

"Memórias são coisas perigosas. Você pode revirá-las até conhecer cada cantinho delas mas ainda sim, acaba entrando em alguma aresta e se cortando." Olhei para dentro da minha própria escuridão. Eu sabia o que significava estar aprisionado e vigiar a destruição. 

No começo da leitura eu não conseguia me acostumar com a ideia de um garoto de catorze anos fazendo tudo o que ele fazia. É algo surreal, afinal, Jorg está muito além da sua idade. É extremamente inteligente, engenhoso e o ódio e sentimento de vingança que ele guarda dentro de si são enormes, muitas vezes quase o cegando. Juntando isso com o fato de ele ser muito arrogante (talvez por ele ser um príncipe, mesmo que não esteja vivendo como um) fiquei com um pouco de dificuldade de gostar dele a princípio.

"Levarei meus irmão também." Eu o olhei nos olhos. Nenhuma alteração no inverno, nenhuma alteração em ouvir a palavra "irmão". A franqueza em mim queria falar sobre Will. "Vou para Gelleth. Eu lhe darei o Castelo Vermelho. Eu lhe darei a cabeça de Lorde Gellethar. E você me entregará o pagão."E você me chamará de "filho".

Prince Of Thorns não tem exatamente um vilão e um mocinho. Jorg é um assassino frio, cruel, muitas vezes matando ou desejando matar quem lhe contraria e com pouca empatia e sentimento de piedade. O que faz com que você não o odeie é porque no fundo entendemos o motivo de todo esse ódio: ele quer vingança. Não só do mandante do crime como de seu pai também, afinal, o pai ao invés de retaliar, fazer algo contra os assassinos de sua mãe, ele apenas fez um acordo comercial com o inimigo, abafando e esquecendo o caso. 

Após ser resgatado do arbusto, Jorg foge do castelo e passa a viver com os assassinos na estrada, virando seu líder com o passar do tempo. Após quatro anos, Jorg finalmente decide voltar ao castelo e por em prática a sua vingança. O que não vai ser uma tarefa fácil afinal o rei se casou novamente e junto da sua nova rainha, está a espera de um filho que caso Jorg continue desaparecido, será o novo rei. 

O ódio vai mantê-lo vivo onde o amor falhou.

O Rei em nenhum momento teve minha simpatia. Desde o começo já vemos como é um, cara ridiculamente calculista. É nítido o quanto ele e Jorg são parecidos. Em todo o livro, é o único personagem que realmente consegue intimidar Jorg e deixá-lo com aquela vontade secreta de agradá-lo, de vê-lo o chamar de "filho". 

Em nenhum momento Jorg se permite ser o adolescente que é. É sempre sério, focado e duro consigo e com todos. Em alguns raros momentos seus sentimentos vêm a tona mas o mesmo logo volta a escondê-los, se tornando uma pessoa que não vê problema algum em sacrificar um amigo, colega ou qualquer outra pessoa para conseguir o que deseja. 

Sou conhecido por ser contraditório. Quando algo me empurra, eu empurro de volta. Até quando fui eu quem me empurrou, em primeiro lugar. 

No começo vemos apenas Jorg na estrada com seus companheiros mas quando ele volta ao Castelo de Ancrath, encontra seu pai e parte para o Castelo Vermelho o livro dá uma guinada enorme e fica ainda melhor. Temos alguns elementos fantasiosos como bruxos, fantasmas, monstros. Algo que amo em livros de fantasia. O que torna Prince Of Thorns diferente dos outros do gênero que li é essa dualidade dele, por ser um personagem que não é aquele mocinho perfeito e pelo livro não ser tão leve quanto O Senhor dos Anéis, por exemplo. Na verdade, Jorg muitas vezes parece mais um vilão do que um mocinho.

Não entendi porque Lundist julgava necessário mentir para mim. Sabia que meu pai não perderia tempo comigo enquanto estivesse prestes a morrer. Sabia que ele me veria quando me ver lhe fosse útil. "Diga-me, tutor. A vingança é uma ciência ou uma arte?"

A narrativa do livro é em primeira pessoa pelo próprio Jorg, o que torna mais fácil essa aproximação com o personagem que nos permite saber melhor o que sente, tudo com um toque de humor negro. Entre alguns capítulos, temos umas cenas de flashback de quatro anos antes, mostrando não apenas o dia do assassinato de sua mãe e seu irmão, como o processo de quando ele acordou após o resgate e sua fuga com os assassinos. A capa do livro é dura e a arte da capa é maravilhosa, já o final do livro é satisfatório e deixa a gente com muita vontade de pegar o próximo e já emendar a leitura.
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RESENHA | "O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO" de J. D. Salinger

Sinopse: O Apanhador no Campo de Centeio narra em primeira pessoa, alguns acontecimentos ocorridos na vida do jovem de dezesseis anos, Holden Caulfield. Holden estudava no internato Pencey, um colégio particular para garotos mmas acaba sendo expulso por ter sido reprovado em quase todas as matérias e tem que retornar mais cedo para casa. Nesse regresso, Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa a sua peculiar visão do mundo e tenta definir alguma diretriz para o seu futuro. Antes de enfrentar seus pais, procura algumas pessoas importantes para si (um professor,  uma antiga namorada e a sua irmãzinha) e tenta explicar-lhes a confusão que passa em sua cabeça 

Vou começar sendo bem sincera: não comecei a ler esse livro por ter me interessado pela história. Eu sou uma pessoa que adora teorias da conspiração, curiosidades sobre coisas estranhas e etc e por isso, um dia ao ler sobre o assassinato de John Lennon (sim, o ex-Beatle), fiquei sabendo que Mark Chapman, o homem que matou o cantor, usou o livro como "desculpa" para o assassinato, dizendo que o comportamento de Holden Caulfield o inspirara a cometer o crime, sendo o personagem uma parte dele. 

"Dinheiro é uma droga. Acaba sempre fazendo a gente se sentir triste pra burro."

Isso, claro, atiçou a minha curiosidade para saber o que havia de tão pesado em cima do personagem para inspirar não apenas esse mas muitos outros crimes durante os anos. Afinal, tais atos terríveis fizeram com que o autor do livro vivesse uma vida reclusa. 
Pois bem, comecei o livro com a expectativa lá no alto e devo dizer que errei feio ao imaginar o que me esperava. Não, o livro não é ruim nem nada do tipo. Eu apenas esperava algo completamente diferente do que li. Algo com sangue ou coisas do tipo, o que não é nem de perto o que se passa no livro. 

"A vontade que tive foi de me matar: tive vontade de me atirar pela janela. Provavelmente teria pulado mesmo, se tivesse a certeza de que alguém ia me cobrir assim que eu me esborrachasse no chão. Não queria é que um bando de imbecis curiosos ficassem me olhando quando eu estivesse todo ensanguentado. "

A história gira em torno de Holden Caulfield. Ele é um jovem de dezessete anos e o livro é narrado em primeira pessoa por ele, contando o que lhe acontecera um ano antes, aos dezesseis. Holden reprovara em todas as matérias na escola, com exceção de inglês e por isso foi expulso da instituição. Vale dizer que não é a primeira vez que isso ocorre. Ele havia sido expulso outras vezes de outras instituições e estava receoso pela forma como sua mãe reagiria a isso. 
O romance marcara época por mostrar um fim de semana do jovem rebelde por Nova York enquanto espera seus pais receberem o aviso de que fora expulso antes de voltar para casa. 
Holden não é apenas rebelde, como também é muito inteligente porém completamente deslocado no mundo e em tudo que o cerca. Tem inúmeras mudanças de humor e nada o agrada, ele está completamente perdido, não sabendo onde se encaixar. O típico retrato de um adolescente.

"A maioria das pessoas não sabe sorrir ou tem um sorriso pavoroso."

Por conta desse humor instável, tenho que dizer que demorei a simpatizar por ele, já que nada nunca era bom o suficiente para o personagem. Vivia perdido em pensamentos sobre o quão medíocres eram as pessoas, falsas e hipócritas, sempre pensamentos negativos e isso me desanimou um pouco. 
Porém, isso se contrabalanceava quando o mesmo falava de Phoebe, sua irmãzinha de dez anos ou de seus outros irmãos. Ali, ele derramava tanto amor em seus pensamentos sobre ela, idolatrando a pequena. Holden é um rapaz muito inocente apesar de toda a sua rebeldia porém não completamente. Sabe que seu comportamento escolar está errado, arruma brigas na escola, matava aulas, fumava mais que uma chaminé porém sua inocência se fazia pelo seu claro medo ao mundo adulto. Ao fim da juventude.

"Bom mesmo é quando a gente acaba de ler. Fica querendo ser um grande amigo do autor."

Ele queria se tornar  O Apanhador no Campo de Centeio, aquele que salvava as crianças de caírem do abismo da infância quando corriam muio próximas da borda as salvando assim da vida adulta.
Vi na internet quando lia sobre o livro, um comentário que o comparava a Peter Pan por conta de seu comportamento e tenho que concordar. 
O livro é bem parado porém a leitura é super rápida. Li suas 205 páginas em uma tarde. Você se sente ouvindo os pensamentos de Holden, com algumas gírias da época e seus comentários sobre tudo o que o cerca. É uma leitura muito interessante e clássica, símbolo de uma geração mas não é para todo mundo. Holden está depressivo, perdido e procura se encaixar e o livro é a sua jornada, seu caminho de transição para a vida adulta. Suas tentativas frustradas de tentar mostrar as pessoas a confusão que  se passava em sua mente me deram um pouco de pena. Ninguém parecia o compreender. 

"Você vai se preocupar quando for tarde demais."

Não espere uma história cheia de plot-twists porque não vai acontecer. Ela segue uma linha reta do começo ao fim. Sem altos e baixos. Comecei o livro sem gostar muito do jovem e terminei me identificando e sentindo um enorme carinho por ele. Era de longe totalmente inocente mas como muitos jovens hoje em dia, precisava de apoio e de carinho, de alguém para ser seu farol e lhe guiar.  Por conta desse personagem incompreendido é que o livro virou esse fenômeno que o conectou a tantos crimes. Os criminosos se identificavam com ele. Mark Chapman mesmo disse que John Lennon assim como Holden, era um inocente no meio de pessoas hipócritas e por isso merecia ter sua inocência preservada através da morte. O que não tem nada a ver, claro. 

"Tem gente que passa dias procurando alguma coisa que perdeu. Eu acho que nunca tive nada que me importaria de perder. Talvez por isso eu seja em parte covarde. 

Admito que todos nós em algum momento da nossa vida possamos acabar nos identificando com esse sentimento de não-pertencimento a lugar algum mas temos que ver o livro como ele é: um livro. Não uma Bíblia que nos mostra quem deve ou não ter sua inocência preservada pela morte ou coisas do gênero. 

Com toda a certeza foi uma das melhores leituras do ano para mim apesar do ritmo. Mas m digam: já leram a obra ou conheciam as suas polêmicas? 
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RESENHA | "MAGIA NO MUNDO DA FANTASIA" de Luciano Otaciano

Sinopse: O que acontecerá quando um marinheiro casar-se com uma bela mulher? E o que esperar desse casal um tanto diferente. Embarque comigo nesse conto de magia e fantasia. Essa é uma história cheia de reviravoltas e você se surpreenderá.

Fantasia é um dos meus gêneros literários favoritos e isso não é segredo para ninguém. Acho que comentei isso em quase todos os posts que fiz aqui no blog. Amo histórias de aventuras com seres mágicos como fadas, elfos, sereias, gnomos... 

Pentearam seu cabelo, perfumaram seu corpo e a adornaram com pérolas. Depois fizeram uma festa em sua homenagem. Ela dançou a noite toda no salão do palácio entre lindas sereias. 

Por isso hoje eu trouxe a resenha de um conto que li há poucos dias e me encantei. De todos os seres mitológicos que citei, as sereias sempre foram as minhas preferidas. Me lembro de que quando criança, sempre me imaginava como uma ao ir na praia, sonhava com a possibilidade de desbravar o oceano. 

Ah, foi uma boa infância. 

Mas vamos voltar para a resenha. O conto gira em torno de Elaine. Uma moça que após uma traição ao marido, ele a joga no mar. Apesar da raiva, ele ainda a amava e por isso se arrependeu logo depois porém sua tentativa de salvá-la foi em vão. Por conta da sua beleza, a moça havia sido salva pelas sereias que viviam ali nas águas. Por conta de sua beleza, ela foi transformada em uma delas.

Ele gritou desesperado e os marinheiros do navio ouviram e vieram salvá-lo. Ele contou sua história, mas ninguém acreditou, acharam que ele tinha ficado louco. Levaram ele de volta para sua casa. Ele ficou muito inquieto, dia e noite só pensava em Elaine.

Depois de algum  tempo vivendo nas águas, a saudade de seu noivo tomou conta de Elaine. Um noite, enquanto entoavam seus belos cantos, ela viu um jovem marinheiro pular para as águas e reconheceu na hora o seu amado marido. Para evitar que as sereias o transformem em um camarão, ela espera até que todas durmam e o liberta da prisão onde ele se encontrava. 

Ele queria que ela o acompanhasse mas agora Elaine era um ser das águas, não poderia ir com ele. Seu lugar era o mar. Triste, ele partiu sem ela. Um dia, ao ver o homem andando triste por entre as árvores de uma floresta, uma Velha Fada pergunta o porque de ele estar tão triste. 

"Primeiro você deve me trazer a "flor" que cresce no palácio das sereias, a qual elas chamam de "Pérola Azul". Traga-a para mim e Elaine sairá salva do fundo do mar"

Ao contar o motivo de sua tristeza, ela prontamente que diz que pode ajudá-lo se em troca, ele trouxer para ela a flor "Pérola Azul" que cresce no palácio das sereias. Desesperado para ter seu amor de volta e sem saber ao certo como conseguir entrar em um palácio no fundo do mar, ele parte nessa busca que se desenrola de uma forma imprevisível.

O conto é curto, tem 74 páginas e é dividido em sete capítulos. Possui uma narrativa bem fácil de acompanhar, sem palavras difíceis e com o desenrolar rápido. Uma história divertida e rápida de se ler. Vale bastante a leitura para quem gosta daquele estilo de fantasia mais leve. 
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TAGS | Li até a página 100

Há pouco tempo eu criei o hábito de ficar no Olx procurando bons livros à venda. Sendo sincera, raramente encontro algo que me desperte o interesse porém essa semana fiz duas aquisições de livros que me deixaram bem animada. O primeiro foi o livro Nosferatu do autor Joe Hill e o segundo foi esse que estou lendo no momento chamado Prince Of Thorns, do autor Mark Lawrence pela editora Darkside. Pelas poucas resenhas aqui do blog já deve ter dado para notar que eu sou uma fã de terror, suspense, sci-fi, aventura e fantasia então por isso mesmo estou amando a leitura. 
Como ainda não terminei o livro para trazer uma resenha para vocês, venho hoje com essa tag que achei bem bacana.

Primeira frase da página 100:
"O impacto o derrubou e ele não se levantou mais."

Do que se trata o livro:
Prince of Thorns fala sobre a jornada de vingança do Príncipe Jorg Ancrath. Após testemunhar a morte do seu irmão mais novo e da mãe, o jovem parte em uma jornada violenta para vingar a morte dos dois. Vou deixar a sinopse aqui para vocês: "As estradas do Império Destruído. Um cenário abandonado há milênios pelos enigmáticos Construtores. É nessa nova era medieval que o Príncipe Honório Jorg Ancrath se vê obrigado a amadurecer para saciar o seu desejo de vingança e poder.
Jorg testemunhou o brutal assassinato da rainha-mãe e de seu irmão caçula, ainda criança. Jogado a própria sorte em um arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente a sua pele e sua alma. Quatro anos depois, o Príncipe dos Espinhos lidera uma irmandade de assassinos. E sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram."

O que está achando até agora?
Estou amando! É um livro de fantasia diferente do que estou acostumada. Nele aquela linha tênue que divide o bem e o mal não existe, é algo mais como a série Game of Thrones com relação a não ter mocinhos e vilões, todos são um meio termo, do que O Senhor dos Anéis onde os dois extremos estão completamente divididos. Você entende o motivo de tamanha raiva vinda do Jorg mas não o apoia. Eu vi muitos comentários positivos sobre o livro mas não imaginava que gostaria a tal ponto. Tem muita ação, é um livro bem violento mas ao menos até agora, para quem gosta do gênero fantasia, está valendo a leitura. 

O que está achando do personagem principal?
O Jorg é extremamente violento, sangue-frio e determinado. Assistir a morte da mãe e do irmão o traumatizou a tal ponto que o garoto (ele tem catorze anos no livro) já vê a morte como algo normal e comum, não coloca limites para alcançar o seu objetivo, estando completamente cego pelo ódio. Como eu disse antes, entendo o motivo de toda essa raiva mas você se pega achando as ações dele completamente cruéis, exageradas.

Melhor quote até agora:
"Vou lhes dizer: o silêncio quase me derruba. É o silêncio que me apavora. A página em branco na qual posso escrever meus medos. Os espíritos dos mortos nada tem a ver com isso. Aquele morto tentou me mostrar o inferno, mas não passou de uma pálida imitação do horror que sou capaz de pintar na escuridão de um momento quieto." - Página 43

Vai continuar lendo?
SIM! Estou amando a leitura. Admito que não estou acostumada com livros de fantasia com tanta violência porém a leitura flui muito bem e estou bem curiosa para saber se Jorg vai conseguir a sua tão desejada vingança e se vai valer a pena todo o sangue que ele tem derramado desde o começo do livro. 

Última frase da página 100:
É uma frase sem graça que não vai fazer sentido nenhum para quem não leu ahaha 
"Lundist ponderou a respeito e deu um passo atrás. "Jorg, aqui." Ele continuou encarando o nubano."

Espero que tenham gostado da tag. Logo logo eu trago a resenha do livro com a minha opinião para vocês. Abraço!
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