O Pequeno Príncipe e a saudade da infância + Recebidos da Decor Quadros

Foto: Acervo Pessoal - Parágrafo Cult

Essa não é uma resenha, é mais uma divagação sobre um livro tão querido. Quase todo mundo nos dias de hoje já leu o livro O Pequeno Príncipe e se permitiu cativar-se pelas suas reflexões e palavras, por toda a inocência presente nas páginas do livro de Antoine de Saint-Exupéry. Um livro tão pequeno, de menos de cem páginas mas que consegue deixar uma marca em quem o lê, seja essa pessoa criança ou adulta. Todo adulto em algum momento da vida sente saudade de sua infância, de quando tudo era mais simples e da forma como víamos o mundo, com muito mais cores e até de forma fantasiosa, quase como um 'poder' que possuíamos. Um poder que com o tempo vamos perdendo, como se o mundo o sugasse aos poucos com o passar dos anos. A partir daí, vamos mudando a nossa forma de ver e pensar, ou apenas escondemos como realmente somos para que possamos nos adaptar. Pegamos aquela nossa versão de anos e anos atrás, uma versão pequenina e inocente e a guardamos em uma gaveta de memórias. 

Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim único no mundo. E serei pra ti única no mundo.

É um livro mágico e poético, com toda a certeza. As lições nos são passadas através de doces diálogos entre o Príncipe e o narrador que aos poucos é conquistado pelo jovenzinho. Havia dito uma vez que meu livro preferido da infância era Peter Pan mas esse com toda a certeza, me marcou tanto quanto. O livro traz junto daquele gostinho de infância, muitas mensagens que as pessoas deveriam carregar para a vida. 

Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.

Nos mostra o quanto somos obrigados a mudar para sermos aceitos, que muitas vezes temos que esconder o que pensamos e sentimos. Muitas vezes temos que deixar nossos sonhos inocentes e até bobos da infância para desde pequenos já irmos nos dedicando as "coisas" da vida adulta, ou seja, somos obrigados a amadurecer cedo. Muita gente deixa realmente isso para traz mas algumas deixam o sonho lá no cantinho da memória para visitarem vez ou outra, na esperança de encontrarem alguém que os compreenda. 

Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

É o tipo de história infantil com muitas mensagens escondidas ali que apenas os adultos conseguem compreender. Me peguei rindo, chorando e refletindo sobre as mensagens ali escondidas, imaginando como seria a vida do Pequeno Príncipe em seu planeta minúsculo ao lado da sua rosa extremamente vaidosa e seus três vulcões que mal chegam na altura de seus joelhos. 

A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar.

Todo mundo deveria tirar um tempo para ler e aprender com a obra, para se permitir sonhar e até chorar um pouquinho. Um dos poucos livros que digo com toda a certeza que todo mundo deveria ler. Tenho certeza de que todo o leitor, termina a obra tão tocado com o garotinho de cabelos dourados quando o narrador. Ele é impossível de esquecer.

Mas os olhos são cegos. É preciso ver com o coração.

RECEBIDOS <3

Aproveitando a deixa d'O Pequeno Príncipe, essa semana chegaram para mim alguns quadrinhos que são a coisa mais linda do mundo. A Decor Quadros me mandou dois quadros do Pequeno Príncipe de presente. Olha que coisa mais linda:


Eles são pequenos, um pouco maiores do que um livro e já vieram com um ganchinho para pendurar na parede. Tudo veio muito bem embalado e os quadros chegaram perfeitos, de ótima qualidade. Ganhei também esse quadro abaixo que não é do tema do livro mas que também é lindo. Amo essa frase.

A loja é especializada em quadros para quartos de bebê e infantil, com temas e estilos bem diferentes como circo, balé, fadas, monstrinhos, além de frases, letras de músicas e a possibilidade de personalizar da forma que você quiser, então você não precisa ser uma criança para ter um quadrinho, é só personalizar com o tema que desejar. É uma ótima pedida para decoração não só de quartos, como também lojas, creches, brinquedotecas, consultórios pediátricos e por aí vai.  

Aqui estão os lindos da loja

Vão dar uma conferida e me falem o que acharam. :D

Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol.
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Personagens literários inspirados em pessoas reais

Foto: Pixabay
A inspiração pode vir de muitos lugares, inclusive de onde a gente menos espera. Isso, claro, não seria diferente para muitos autores. Eles conseguiram se inspirar em fatos aleatórios ou marcantes, até mesmo em pessoas reais. Algumas que passaram por suas vidas e outras que tiveram algum papel importante ao longo da história, por isso, trouxe uma pequena lista com alguns personagens literários bem famosos que foram inspirados em pessoas reais. Usei fotos reais das inspirações (com exceção de Vlad porque dele só temos pinturas) e das adaptações dos personagens de forma que consigam ligar quem é quem. haha

1. Vlad Tepes - Drácula ("Drácula" de Bram Stoker)

Vlad III ficou conhecido pela sua crueldade em batalha, tendo levado a alcunha de O Empalador pelo costume de mandar empalar seus inimigos. Era integrante da ordem religiosa chamada de Ordem do Dragão e por conta disso, adotou o sobrenome de Draculea (filho do dragão), o que inspirou ao autor Bram Stoker na criação de sua obra mais famosa, Drácula.

2. Clint Eastwood - Roland Deschain ("A Torre Negra" de Stephen King)

A série "Torre Negra" é uma das maiores obras do autor Stephen King. Nela, temos O Pistoleiro, chamado de Roland que, segundo o próprio autor, é inspirado por Clint Eastwood, principalmente no filme "Pistoleiro sem Nome". 

3. Manuel Blanco Romasanta - Jean-Baptiste Grenouille ("O Perfume" de Patrick Süskind)

A inspiração para a criação do assassino Jean-Baptiste Grenouille do livro Perfume, que inclusive tem resenha aqui no blog, foi o serial-killer espanhol chamado Manuel Blanco Romasanta. Manuel afirmava sofrer de um tipo de licantropia e que seus crimes foram cometidos quando o mesmo estava transformado em um lobisomem. 

4. Florence Sally Horner - Lolita ("Lolita" de Vladimir Nabokov)

Sally tinha apenas 12 anos quando um pedófilo chamado de Frank LaSalle a sequestrou por 21 meses. Frank e Sally viajaram por vários estados até finalmente serem pegos após um hóspede do hotel onde estavam, suspeitar da atitude do homem e das feições tristes da garota que o acompanhava. O caso inspirou o autor na criação da controversa obra Lolita.

5. John Nettleship - Severus Snape ("Harry Potter" de J.K. Rowling)

John Nettleship era um professor de Química da Wyedean School e que teve a autora J.K. Rowling como aluna. Isso ajudou para que o antigo professor se transformasse na inspiração para um de seus personagens mais queridos.

6. John Gray - Dorian Gray ("O Retrato de Dorian Gray" de Oscar Wilde)

Dorian Gray foi o personagem mais famoso do autor Oscar Wilde. Conhecido pela sua beleza, o jovem chamava a atenção de  todos por onde passava, na obra famosa. O que muitos não sabem é que o jovem Dorian foi inspirado em alguém real do círculo de Oscar Wilde, um rapaz chamado John Gray, um poeta, inteligente e muito belo. Muita gente fala que John teve um romance com o autor - que chegou a ser preso por ser homossexual - mas não se tem certeza. 

Gente, dei uma sumida esses dias porque além da correria do dia-a-dia que se intensificou, ainda tive que extrair um siso que resolveu inflamar. É o que dizem: siso só serve para trazer problema. Mas espero que de agora em diante eu consiga ser mais frequente nas postagens do blog, como antes. 
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RESENHA | "O OCEANO NO FIM DO CAMINHO" de Neil Gaiman

Foto: Acervo Pessoal - @paragrafocult
Editora: Instrínseca  |  Páginas: 208  |  Ano: 2013  |  Gênero: Fantasia, Young-Adult 

Sinopse: Um homem de meia idade volta a casa onde passou a infância para um funeral. A construção não é mais a mesma, e ele é atraído para a fazenda no fim da estrada, onde, aos sete anos, conheceu uma garota extraordinária, Lettie Hempstock, que morava com a mãe a avó. Ele não pensava em Lettie há décadas, mas mesmo assim, ao se sentar a beira do lago (o mesmo a que ela se referia como oceano) nos fundos da velha casa da fazenda, o passado esquecido volta de repente. É um passado estranho demais, assustador demais, perigoso demais para ter acontecido de verdade, especialmente com um menino. Quarenta anos antes, um homem cometeu suicídio dentro de um carro roubado no fim da estrada que dava na fazenda. Sua morte foi o estopim, com consequências inimagináveis. A escuridão foi despertada, algo estranho e incompreensível para uma criança. E Lettie - com sua magia, amizade e a sabedoria digna de alguém com muito mais de onze anos - prometeu protegê-lo, não importava o que acontecesse.

Sempre tive vontade de conhecer um pouco mais do universo fantástico e fantasioso de Neil Gaiman. A primeira vez que ouvira falar do autor foi quando assisti a um filme que posteriormente fui saber que era a adaptação de uma de suas obras: Stardust - O mistério da estrela.

Livros eram mais confiáveis que pessoas, de qualquer forma.

Apesar de ter gostado, nunca cheguei a ler nada do autor até essa semana, quando finalmente adquiri um de seus livros e me pus a ler. Já tinha lido algumas resenhas sobre o livro, até mesmo fui perturbar a Ley no whatsapp para que me dissesse se realmente valia a leitura. 
Não vou negar que comecei a leitura com as expectativas lá nos céus. O livro começa com o narrador já adulto. Ele está indo a um funeral. Já não é mais uma criança e ao passar pelos arredores do local onde passou a infância, quando se dá conta, já está a caminho da antiga fazenda dos Hempstock, local no qual passou por momentos impossíveis de esquecer quando era pequeno ao lado de sua amiga Lettie. 
Perto da casinha da fazenda, havia um pequeno lago que Lettie o convencera de que seria um Oceano. Ela dizia isso com tanta convicção que até ele acreditara. 

A língua é o fundamento da construção de tudo. Nos meus sonhos, eu usei esse idioma para curar os doentes e para voar; uma vez sonhei que tinha uma pequena pousada a beira-mar, e para todo mundo que se hospedava lá eu dizia, naquela língua, "Sê inteiro", e eles se tornavam inteiros, e não pessoas fragmentadas, não mais, porque eu havia falado a língua da criação. 

Toda a narrativa do livro tem uma aura meio lúdica. Após ver o pequeno lago, o narrador se perde em memórias e volta para a época de quando tinha apenas uns sete ou oito anos, quando conheceu a amiga e o Oceano ali no final do caminho. Tudo então é narrado através de seus olhos de garotinho. Ele era uma criança inteligente e reservada, que vivia enfiado nos livros e fantasiando com o mundo, então talvez por isso a sua narrativa tenha me deixado tão apaixonada. 
Acontecimentos do cotidiano se transformavam através de seu olhar inocente, que muitas vezes não percebia o que estava realmente acontecendo ali, a gravidade da situação. Quando conhece Lettie, o jovenzinho fica encantado pois encontra uma melhor amiga e também uma protetora, alguém que sempre parece saber como o tirar dos problemas. 

Esse é o problema com as coisas vivas. Não duram muito. Gatinhos num dia, gatos velhos no outro. E depois ficam só as lembranças. E as lembranças se desvanecem e se confundem, viram borrões...

O narrador conhece Lettie de uma forma peculiar. Sua família sempre teve uma situação financeira estável porém quando as coisas "apertam", seus pais decidem colocar o seu quarto para alugar de forma que ele dormirá com a irmã mais nova no quarto dela. Quando o novo inquilino se suicida, a vida do garoto muda completamente e coloca em seu caminho as três moradoras da fazenda Hempstock.

As memórias de infância às vezes são encobertas e obscurecidas pelo que vem depois, como brinquedos antigos esquecidos no fundo do armário abarrotado de um adulto, mas nunca se perdem por completo

É impossível não ser conquistado por Lettie desde o primeiro momento. A garotinha parece ter bem mais do que seus onze anos, já que é muito esperta, com frases rápidas e um sotaque engraçado em alguns momentos. Sem contar todo o cuidado que ela tem com o narrador. 
No entanto, a morte do inquilino causou danos graves ao local, já que libera alguma força que passa a ir atrás do garotinho, o que estreita ainda mais a relação dele com as Hempstock, afinal, elas tem que proteger o garoto e deter o que quer que esteja tentando prejudicar ele e sua família. 

Eu adorava mitos. Não eram histórias para adultos e não eram histórias para crianças. Eram melhores que isso. Simplesmente eram.

Em muitos momentos eu me identifiquei com o protagonista. Ele em toda a sua inocência da idade, o medo extremo que sente em certas situações e que apesar disso, reúne toda a sua coragem para seguir em frente. É realmente possível acreditar e se identificar. O autor conseguiu pegar a essência de ser criança, os medos da infância e colocar ali nas páginas. Até mesmo nas partes em que o narrador está adulto, você sente a saudade do tempo em cada palavra que ele diz.

Vou dizer uma coisa importante pra você. Os adultos também não se parecem com adultos por dentro. Por fora, são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro, eles se parecem com o que sempre foram. Com o que eram quando tinham a sua idade. A verdade é que não existem adultos. Nenhum, no mundo inteirinho.

Comecei o livro achando que seria parado e maçante apesar das expectativas altas, não vou mentir. Mas apesar de ser uma leitura bem parada, não tem como você ler e não gostar. Não tem como ler e em alguns momentos não ser engolido pelas memórias da sua infância ou não se perguntar se o que acabou de ler realmente aconteceu ou se não foi tudo fruto da imaginação de uma criança.
Um livro lento, doce e muito bem escrito, cheio de reflexões, fantasia e nostalgia, do tipo que aquece o coração. Fico mais do que feliz que o meu primeiro contato com o autor tenha sido tão positivo. 

Fui para outro lugar em minha cabeça, para dentro de um livro. Era para onde eu ia sempre que a vida real ficava muito difícil ou muito inflexível.

Nota: 4,5/5,0
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LIVROS QUE COMPREI PELA CAPA (E QUE TALVEZ TENHA ME ARREPENDIDO)

Foto: Pixabay
Acho que todo bom leitor já se pegou passeando por entre os livros de um sebo ou qualquer outra loja com uma prateleira de livros e se pegou apaixonado por um exemplar apenas por conta da arte na capa. Às vezes, quando o dinheiro sobra, dá até para comprar e saciar a curiosidade já que normalmente as sinopses não entregam muito da história. Eu não costumo fazer muito isso. Na maioria das vezes, quando compro uma obra, eu já pesquisei sobre e sei no mínimo a história porém não o nego que já fiz algumas compras por impulso, apenas por olhar a capa e pensar comigo mesma: "Meu deus, que coisa linda! Quero ler!". Vez ou outra, ceder a esse impulso acaba dando certo mas nem sempre temos um final feliz. Pensando nisso, trouxe para vocês 11 livros que eu comprei por completo impulso por ter gostado muito da capa. Já vou logo dizendo que nem todos eu gostei da obra. A maioria deles eu adquiri quando tinha entre 14 e 18 anos, época que eu comprava muito livro apenas pela capa. 


1. "PREDESTINADA" de Silvia Brena e Iginio Straffi
Eu fui uma adolescente muito fã de livros com um tema mais místico porém lotado de romance e toda a melosidade que a minha idade permitia. Também gostava muito de animes graças a um namorico que tive e por isso quando vi esse livro em uma livraria do shopping daqui da cidade, já o quis na hora. Me lembro de ter enchido o saco da minha mãe que depois de ficar sem paciência comigo, comprou. A maioria dos livros dessa lista eu consegui quando adolescente porque quando me apaixonava pela capa, ficava muito doida para ler o conteúdo e por isso quebrei muito a cara nessa idade com relação a leituras. Essa mesma se provou uma leitura bem chata e decepcionante. Um livro com a arte bem bonita mas com o conteúdo extremamente maçante e non-sense até para quem gosta de leituras mais superficiais. Teve um mistério que não deu muito certo e um casal bem chato. Fiquei sabendo que tem uma sequência lançada mas não me animei muito para ler.

2. "FALLEN" de Lauren Kate
A capa de todos os livros dessa série são a coisa mais linda. Amo todo aquele ar gótico presente nelas, a textura, tudo. Porém eu lembro de ter achado tudo muito parado. O casal havia me conquistado no início mas depois todos aqueles problemas para conseguirem finalmente se amar foram me cansando. Comprei os primeiros três ou quatro livros até o meu interesse sumir e eu começar a ir atrás de outras obras. Tenho vontade de terminar de comprá-los para poder voltar a ler mas com tanto livro bom por aí, acabo adiando.



3. "A MALDIÇÃO DO TIGRE" de Colleen Houck
Não tinha nada nessa capa extravagante que não me chamasse a atenção: as cores metálicas, os detalhes bem naquele estilo indiano, toda a vibe da história e aquele enorme tigre branco na frente. Acho que foi ele o grande culpado por eu comprar a obra já que tigres sempre foram meus animais preferidos da vida (tenho até um tatuado na perna, olha o amor) e vê-lo ali, na capa de um livro como se fosse um personagem me deixou eufórica. Comprei, gostei e esse foi meu primeiro contato com a autora que costumo correr das obras. Não me lembro mais tão bem da história hoje mas recordo bem de torcer para o irmão do tigre branco, o  Kishan (acertei o nome?). Acho que por conta da minha idade mesmo quando o comprei, sendo mais novinha e querendo ler o mundo ao mesmo tempo (não que isso tenha mudado nos dias de hoje), acabei deixando a leitura dos livros de lado e não findei a série até hoje. Mas essa sim é uma das que pretendo finalizar porque recordo de ter gostado muito da leitura. Só espero que a série tenha sido concluída e de forma agradável. Quem leu tudo, me conta aí se vale a pena.

4. "CREPÚSCULO" de Stephenie Meyer
Esse livro não foi bem um caso que vi e amei. Eu estava lendo o jornal de domingo e fui na parte de lançamentos da semana. Havia uma enorme foto da capa ao lado de uma ilustração de um vampiro tradicional bem no estilo do Drácula, sugando o pescoço de uma jovem bem bonita vestida com roupas da Era Vitoriana. O título da reportagem era algo como "Romance sensual entre vampiro e humana conquista as prateleiras". Aí sim, a junção desse todo me conquistou. Até porque essa capa é realmente bem bonita. Amei tanto a série quando tinha meus 14 anos que fui ver todos os lançamentos no cinema na estréia, tinha pôster e tudo. Hoje em dia, como adulta, vejo os problemas relacionados ao próprio relacionamento de Bella e Edward, porém não consigo não lembrar da série com um carinho enorme até hoje, tanto que ainda tenho as obras, acho que porque marcou uma das melhores épocas da minha vida, a adolescência.

5."O ORFANATO DA SRTA PEREGRINE PARA CRIANÇAS PECULIARES" de Ransom Riggs
Esse livro me deixou completamente apaixonada pela capa parecendo ter saído de um velho baú de antiguidades. As imagens em seu interior só me deixaram ainda mais interessada e curiosa por um livro que era tão diferente do que eu normalmente lia. A edição que eu tinha parecia gasta e amassada com o tempo, tinha muitas fotos bizarras e uma mensagem de Tim Burtom bem antes do filme da obra ser lançado. Adquiri o livro e li. Gostei? Sim. Mas eu vou ser sincera que esperava bem mais da história. Nem vou comentar nada sobre a adaptação também porque fui ver no cinema e saí de lá com tanto sono que nem sei como não dormi no meio da sessão. Amei todo o visual do filme mas só isso que salvou, sendo sincera.

6. "SUSSURRO" de Becca Fitzpatrick
Gostei muito da capa e da ideia de um romance com um anjo caído. Muito mesmo. Sem contar que havia lido Fallen um pouco antes e não tinha gostado tanto então me joguei nesse esperando que fosse me tirar daquele limbo que ficamos após uma leitura que nos decepciona. Foi um livro bom, bem bacana e que na minha idade, tinha me agradado. Não sei se hoje, quase dez anos depois, o livro me agradaria. Li esse e muitos outros do mesmo estilo na época porque na onda de Crepúsculo, foram lançados e relançados vários romances entre alguma jovem e um ser sobrenatural. Até hoje, o livro que li nessa época e desse estilo que mais gostei foram os da série A Mediadora da Meg Cabot.


7. "BELO DESASTRE" de Jamie McGuire
Ainda hoje eu acho a capa desse livro a coisa mais linda. Com o fundo cinza e a borboleta presa no pote de vidro, lembro que tinha me passado uma ideia de romance um pouco trágico, ainda mais com o nome. Fiquei bem curiosa e comprei achando que seria isso, um romance mais melancólico. Nem ao menos conhecia direito o gênero e fiquei surpresa ao ver que era bem diferente do que eu esperava. Gostei muito da obra na época, tendo me apaixonado por Travis Maddox, mas hoje acho o romance de Abby e Travis o próprio Chernobyl, do tipo que nasce um olho no meio da nossa testa antes de chegarmos a metade do livro. O personagem era abusivo, queria controlar a Abby e a sufocava horrores, além de, claro, sua dependência extrema por ela. Minha opinião.

8. "VENENO" de Sarah Pinborough
Na verdade, toda a Saga Encantadas possui artes de capas maravilhosas. Eu amei  comprei o primeiro livro mas eu tinha um blog há alguns anos chamado Vitamina de Pimenta e ganhei as sequências em parceria na época. Gostei bastante da pegada diferente com as princesas, ainda mais porque amo contos de fadas, principalmente com esse ar mais adulto, já que os que conhecemos tem toda aquela aura de pureza.




9. "CINDER" de Marissa Meyer
Mais um livro que foi comprado por conta da ligação com contos de fada. Porém até hoje eu não terminei essa leitura e já me defendo que não foi culpa minha. Meu livro foi roubado por alguma alma maldosa e acabou que nunca mais tive outro e também acabei me esquecendo de comprar de novo. Sei que hoje em dia há outros livros, como uma série mas não sei se a série é boa e se foi toda lançada por aqui. Me digam, por favorrrr. Quero saber se vale a pena retornar.




10.  "O SUBSTITUTO" de Brenna Yovanoff
Gente. Esse carrinho de bebê com esses objetos pontiagudos pendurados, esse lugar abandonado e sombrio e a capa metalizada me conquistaram na hora. Comprei sem nem ler sinopse nem nada e acabou que era um livro para o público jovem. Lembro de ter me agradado bastante com a leitura mas sendo bem sincera, não me recordo de nada do enredo. Emprestei esse meu exemplar e me devolveram ele todo amassado e enrugado. Acho que a pessoa pegou chuva com ele. Só a perdoei porque ganhei toda a série de livros de Harry Potter de presente. haha


11. "LOURAS ZUMBIS" de Brian James
Esse livro é bem bizarro. Adorei muito a capa com esse nome na frente e essa boneca loira assustadora. Sempre tive um certo medinho de bonecas e senti que talvez fosse gostar da leitura. E gostei, até. É um livro mais corrido, do tipo que conseguimos ler em um dia ou dois, com o tema bem adolescente mesmo e que é até divertido em alguns momentos, porém sem aquele aprofundamento todo, quase como um filme adolescente dos anos 90 com um toque sombrio, sabe?



Vocês já leram algum desses livros? Me digam: qual livro comprou apenas pela capa? Valeu a pena? E ah, se quiserem resenha de algum deles aqui, é só dizer aí nos comentários. <3
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RESENHA | "CONDENADA" de Chuck Palahniuk

Foto: Acervo Pessoal - Parágrafo Cult
Editora: Leya  |  Páginas: 304  |  Ano: 2014  |  Gênero: Literatura-pop  
Sinopse: "Está aí, Satã? Sou eu, Madison". É assim que sempre se apresenta a narradora de treze anos de Condenada, novo livro de Chuck Palahniuk: uma sombria, irreverente, hilária e brilhante sátira sobre adolescência, inferno e Satã. Madison morreu por overdose de maconha. Ora, mas alguém morre por overdose de maconha? Essa é a pergunta que t odos faziam a Madison e, no decorrer do livro, entendemos como, de fato, as coisas aconteceram. Mas não é esse o mistério central da história: a narrativa de Palahniuk nos mostra um enredo intrincado, cheio de idas e vindas e situações inusitadas. Madison é filha de uma atriz de cinema narcisista e de um bilionário, e é largada em seu colégio interno suíço todos os Natais, enquanto seus pais só se preocupam em investir em novos projetos e adotar orfãos - não coincidentemente, sempre na época de lançamento de mais um filme encenado pela atriz hollywoodiana... No Inferno, a condenada Madison partilha de sua danação com um grupo distinto e inusitado de pecadores: uma líder de torcida usando sapatos de marca falsificada, um jogador de futebol americano, um nerd com conhecimentos surpreendentes da história mundial e um roqueiro punk de cabelo azul. Ao longo do caminho, Madison procura entender sua vida, sua morte, seus pecados e sua adolescência perdida - tudo isso enquanto tenta obter a atenção de Satã.

Meu nome é Madison - digo - e sou uma esperançosa inveterada.

Eu estava doida por esse livro desde o seu lançamento e até que finalmente ganhei ele do meu namorado há alguns meses. Me lembro de pedir de presente para a minha mãe que me negou o mesmo duas vezes: na primeira vez, há alguns anos, por conta da capa antiga que tinha o enorme rosto de Satã estampado e na segunda por conta do nome e temática pesada. Sim, eu sou uma adulta mas mesmo assim o livro me foi negado.  rsrs 

A morte é o maior erro que nenhum de nós JAMAIS planeja cometer.

Porém eu e meu namorado encontramos os volumes 1 e 2 em uma feira de livros por dez reais cada quando fomos dar uma volta no shopping e ele me deu de presente. Na última resenha do autor aqui no blog do livro Sobrevivente, eu havia dito que sentia que sua obra estava sendo repetitiva já que não era nem o primeiro ou segundo livro dele que lia que seguia a mesma linha, mas em Condenada, o autor foge completamente do padrão que seguia e do qual eu estava acostumada. 

Não, não é justo, mas o que faz a Terra se parecer com o Inferno é a expectativa de que se pareça com o Paraíso. A Terra é a Terra. Morto é morto. Você mesmo vai descobrir daqui a pouco. Não vai ajudar em nada ficar todo amuado. 

Se você, assim como eu, é fã do autor, já comece a leitura sabendo que mesmo mantendo todo o sarcasmo e humor negros característicos de seus livros, Chuck Palahniuk foge bastante do seu padrão aqui. Em Condenada não temos um personagem autodestrutivo com frases de efeito como Tyler Durden de Clube da Luta, por exemplo. Aqui temos Madison. A garota tem treze anos e como qualquer adolescente, é insuportável, se achando completamente dona da verdade. Ela é filha de um famoso casal de Hollywood - algo como o antigo casal Jolie-Pitt - que morreu de overdose de maconha. Ao menos é isso que ela imagina que tenha sido já que não tem uma memória concreta sobre o dia de sua morte e a forma como ela ocorreu. 

Quem eu penso que sou? Em milhares de palavras... não faço ideia, mas estou considerando abandonar a esperança. Por favor, me ajude, Satã. Isso me faria tão feliz. Ajude-me a vencer meu vício em esperança. Obrigada.

Mas agora Madison está no inferno e já que chegou ali, sua estratégia é ganhar a atenção do próprio Satã para conseguir algum tratamento especial. Como já dizia o ditado: "Tá no Inferno? Abraça o Capeta." Ela acredita que o motivo de estar no inferno é por ter sido vítima da tal overdose porém sabemos que não é possível ter overdose da erva. O que nós podemos ver e ela não, é que a personagem é completamente arrogante, se achando superior a tudo e todos. Sem contar todo o contexto que envolve a sua morte e que você descobre depois. 

O lado bom é que no Inferno você não tem mais que ser escrava do seu status corporal, o que pode ser uma benção para quem é de fato exigente.

Condenada é pura sátira do início ao fim. O inferno e os motivos pelos quais quem está ali é condenado se baseia completamente na lógica cristã. A personagem encontra diversas figuras famosas e conhecidas pelo lugar, como Hitler, por exemplo. Madison narra tudo em primeira pessoa, com um vocabulário jovem bem típico para uma garota da sua idade. É notável a forma como o autor quis brincar com o tema, mostrando para o leitor um inferno grotescamente nojento, não se limitando apenas ao "fogo". 

Não, não é justo mas o que faz da nossa vida um Inferno é nossa expectativa em viver para sempre. A vida é curta. A morte é para sempre. 

Ali, não há apenas assassinos, criminosos ou ladrões. Há jogadores de futebol que trapaceiam, vaidosos e depressivos entre outros. Mais uma crítica de Chuck ao colocar pessoas que fizeram coisas completamente diferentes em um mesmo patamar como se suas ações fossem igualmente graves. Não acho que todas as pessoas se sentiriam confortáveis com a leitura. Na verdade, tenho plena certeza disso. O livro toca em muitos temas como condenação, vida, morte, preconceitos e apesar de ter essa narrativa puxada para o humor, carapuças poderão servir ou preconceitos serem ativados. 

Tenho esperança, logo existo.

O inferno com o tempo se torna um lugar até agradável para Madison que vai se destacando ao trabalhar como atendente de telemarketing - sim, aqui, aqueles números chatos que nos ligam o dia todo para falar nada importante são pessoas no inferno com o único intuito de te importunar e te fazer pecar para ir para lá também - e se tornando uma das figuras ali que mais angariam novos integrantes para a danação eterna, e a jovem faz isso sem remorso algum. A funcionária do mês.

Esse é de fato um grande problema do Inferno. É como um submundo inteiro com síndrome do edifício doente.

Não vou te contar se ela consegue ou não cair nas graças de Satã ou sair dali para ir ficar ao lado dos anjinhos tocando harpa no céu mas o final foi satisfatório e me deixou com vontade de seguir logo para o segundo livro. É uma leitura rápida, divertida porém ácida e às vezes difícil de engolir. Como todos os livros do autor, não é uma leitura que todos se sentiriam confortáveis porém a mensagem e reflexão que tem em suas páginas é bem válida. Minha nota não foi maior porque eu realmente me irritei muito com a Madison no começo do livro. Ela era insuportável com toda a sua certeza de adolescente e isso é algo que me irrita muito em personagens dessa idade quando leio livros com eles. O bom é que conforme a história passa, Madison amadurece um pouco e passa a refletir sobre a sua vida que nas manchetes parecia perfeita mas que não era bem assim.

Se os vivos são assombrados pelos mortos, o mortos são assombrados pelos próprios erros.

A edição da Editora Leya é linda. Eu achei a capa maravilhosa com toda aquela cor e a ilustração no estilo de tatuagem. Não encontrei nenhum erro e as páginas são amareladas, o que me agrada muito já que minha vista se cansa com facilidade. Perdão pelos mil quotes nessa resenha mas eu tinha enchido o meu livro de post-its com trechos e quis trazer todos para vocês. Acredite, vários ficaram de fora. Se você gosta de livros que te fazem rir e refletir, esse é com certeza uma ótima pedida mas venha com a mente bem aberta. 

Nota: 4,0 / 5,0
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