LI ATÉ A PÁGINA 100 | DRÁCULA DE BRAM STOKER

Foto: Larissa | @paragrafocult
Oi, gente! Como está sendo essa quarentena de vocês? Eu comecei a trabalhar e pouco depois a quarentena começou. Tudo parou e o meu pc também, pela milésima vez, e como o outro disponível eu divido com meu irmão e ele trabalha com informática e está tendo que ajeitar tudo em casa, não consegui cuidar do blog nesses últimos tempos. Hoje consegui vir matar a saudade do blog e espero em breve voltar a postar mais frequentemente. Até porque, ficar em casa a toa está me rendendo leituras muito boas. 
O livro que estou lendo no momento foi um presente que ganhei do meu irmão há alguns dias. Eu estava atrás dele há muito tempo e como não tenho o costume de comprar livros online e sempre que procurava nas livrarias físicas eu não o achava, acabou que não tinha lido até agora. 
Drácula de Bram Stoker é bem diferente do que imaginei que seria baseado nos filmes e séries com o personagem que eu assisti mas disso eu falarei melhor quando trouxer a resenha para vocês (o que espero que seja em breve).
Como estava sumida há um mês, vim atualizar vocês com a minha leitura atual e da qual estou amando demais. Já passei da página 100 mas como ainda não finalizei a leitura, acho que ainda está válido responder a tag. Espero que gostem e me desculpem de coração pela demora. Não foi proposital. Trabalhar e estudar, depois uma quarentena sem um computador para atualizar o blog não me ajudou muito a estar presente como antes. Espero que entendam. 

Bom, vamos a tag:

1. Primeira frase da página 100:
"Disse que veria o que poderia fazer e perguntei se ele não preferia um gato adulto em vez de um filhote."

2. Do que se trata o livro:
É uma obra epistolar (narrado através de cartas) sobre um Conde misterioso e cruel vivendo em um castelo que decide se mudar para Londres com um objetivo desconhecido pelos outros personagens. Drácula é frio e em sua terra, só a pronúncia de seu nome pode causar o terror nos moradores da região que conhecem bem a sua crueldade. Quando se muda para Londres, ele traz consigo sua maldade a fim de conseguir alcançar o seu objetivo que o levou a se mudar de país. 

3. O que estou achando até agora:
O livro é bem diferente do que imaginei porém muito bom. Quando iniciei a leitura, percebi o quanto a obra foi alterada nas inúmeras adaptações para a tv. O personagem é mais assustador do que nos filmes e sua maldade tem um nível ainda mais elevado, isso sem contar na sua frieza. Como amo os clássicos do terror, ler mais sobre o personagem Drácula está se mostrando bem prazeroso, só não gosto muito de romances epistolares.

4. O que estou achando do personagem principal:
Drácula é frio. Realmente malvado e o seu amor se limita apenas a si mesmo e aos seus objetivos. Acho que por conta dos filmes (como Drácula de Bram Stoker do Francis Ford Coppola de 1992, que é o meu filme favorito), criei uma imagem mais romantizada do personagem e por conta disso, saber que ele é apenas cruel se mostrou uma surpresa, porém não estou decepcionada, pelo contrário, estou gostando bastante do personagem, é mais interessante do que imaginei. 

5. Melhor quote até agora:
"Só quem já sofreu durante a noite sabe como a aurora pode ser doce e desejada tanto pelo coração quanto aos olhos."

6. Vai continuar lendo?
COM CERTEZA! Coloquei como objetivo ler o máximo possível dos clássicos do terror nesse ano de 2020 e dos que li, esse livro está sendo um dos melhores. 

7. Última frase da página:
"O que ele deseja é absorver tantas vidas quanto possível."

Assim que terminar a leitura, venho correndo trazer a resenha para vocês. Até lá e lavem bem as mãos, fiquem em casa e cuidado com o "courona váirus". :D  
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RESENHA | "O CENTAURO NO JARDIM" de Moacyr Scliar

Foto: Larissa | @Paragrafocult
Editora: Companhia das Letras | Páginas: 240 | Ano: 2004 | Gênero: Fábula, Ficção

Sinopse: No interior do Rio Grande do Sul, na pacata família Tratskovsky, nasce um centauro: um ser metade homem, metade cavalo. Seu nome é Guedali, quarto filho de um casal de imigrantes judeus russos. A partir desse evento fantástico, Moacyr Scliar constrói um romance que se situa entre a fábula e o realismo, evidenciando a dualidade da vida em sociedade, em que é preciso harmonizar o individualismo e coletividade. A figura do centauro também ilustra a divisão étnica e religiosa dos judeus, um povo perseguido por sua singularidade. Guedali cresce solitário, excluído da sociedade, e o isolam,ento o leva a cultivar o hábito da leitura. Inteligente e culto, é ele quem conduz a narrativa, feita a partir do dia de seu 38º aniversário, comemorando entre amigos em um restaurante de São Paulo. O centauro rememora a sua vida desde o seu nascimento em Quatro Irmãos, passando pela juventude em Porto Alegre, onde se casa com Tita - também centaura-, até chegar ao Marrocos, onde o casal vai tentar uma cirurgia que os transforme em pessoas normais. Depois de inúmeros percalços, Guedali acaba voltando para São Paulo e o desenlace desconsertante de suas lembranças completa com profundidade essa narrativa provocadora. 
Para compensar o mês de janeiro do qual eu li demais, em fevereiro eu descansei a mente das leituras e por isso li apenas uns cinco livros. Uma dessas leituras se mostrou uma gostosa surpresa já que eu o comprei sem saber nada da história. Tinha passado por um sebo e estava olhando os títulos despretensiosamente. Acho que de tanto ficar garimpando obras pelos sebos daqui das redondezas, sempre que entro em um, fico batendo um bom papo com os vendedores que já devem estar cansados da minha cara por lá. Nesse dia, estava em dúvida entre A Rainha dos Condenados da Anne Rice e Torre Negra III do Stephen King, porém o vendedor me apareceu com esse livro aqui. Capa simples, nome estranho e um autor que nunca ouvira falar. Me disse que a obra era muito boa e me contou uma curiosidade, que o livro A Vida de Pi (sim, aquele do filme que ganhou vários Oscars) foi um plágio de uma obra do Moacyr Scliar. Eu não sei muito sobre, mas a obra do Moacyr que se assemelha muito a do filme e livro do autor Yann Martel, se chama Max e os Felinos e é basicamente sobre um jovem que fica preso em um bote com um jaguar após um naufrágio. 

"Aos poucos a sensação de diferença, de bizarria, me impregna, incorpora-se ao meu modo de ser; antes mesmo da pergunta - inevitável e temível: por que sou assim? O que aconteceu, para que eu nascesse desse jeito?"

Isso, claro, atiçou a minha curiosidade e deixei para trás os dois livros que antes me deixavam em dúvida sobre qual levar e escolhi esse. Posso dizer que não me arrependo. Que leitura boa. Não, esse não foi um livro perfeito, muito menos uma leitura que poderia agradar a todos os tipos de leitores mas ainda sim, foi uma leitura boa, diferente e profunda.

"E isso que é um médico calejado na profissão: já viu muita coisa, muito caso escabroso. Mas centauro nunca tinha visto. Centauro ultrapassa as fronteiras de sua imaginação. Centauro não figura em manuais médicos."

Como ponto central do livro, temos a família russa Tratskovsky. Eles são uma família judia simples e normal, um casal com três filhos e esperando o quarto integrante. Tudo ia bem. Quando finalmente o caçula nasce, todos levam um choque: ao invés de um bebê comum, nascera então um centauro. Da cintura para cima havia um ser humano bonito e de pele macia mas da cintura para baixo, pelos grossos adornavam um torso de cavalo. 

O pequeno recebe então o nome de Guedali. Por conta de sua aparência peculiar e diferente, o rapaz cresce completamente solitário. Com exceção do irmão mais velho que não parece gostar dele, suas duas irmãs e seus pais, após o choque inicial, o tratam muito bem. Ele está feliz com a família que tem e que o ama mas se sente incompleto e essa exclusão em que está vivendo faz com que cresça um rapaz muito inteligente, já que a leitura se tornou sua melhor amiga. 

"O tempo passa, a gente deixa de se amar, e fica se perguntando, para que afinal serve a vida? Para nada, parece. Todas as tardes, quando fecho o escritório, penso: mais um dia se foi, esse dia não incomoda mais."

O livro todo é narrado pelo próprio Guedali durante o seu aniversário de trinta e oito anos. Ele nos conta tudo, desde o momento em que nasceu. Comecei a leitura com o pé lá atrás, afinal, um livro com um centauro como personagem principal não era algo que me deixasse extremamente curiosa pelo desenrolar da trama. Moacyr Scliar consegue passear de forma majestosa pelo realismo - através dos dilemas e frustrações de Guedali - e pela fantasia - já que o mesmo é um centauro, um ser mítico. Mesmo Guedali não sendo humano, é muito fácil de se identificar com ele. Ele não é perfeito. Em muitos momentos somos levados a sentir raiva de suas escolhas e sentimentos, de seus desejos porém seus medos e dilemas são bem reais mesmo para nós.

Quando terminamos a obra, a sensação de que fica foi que não lemos algo que se limitava apenas a centauros. Vai muito além disso. Em dado momento, Guedali parte com Tita - uma outra centaura que por obra do destino, acaba conhecendo - para o Marrocos a fim de fazer uma cirurgia para mudar sua forma, tentando assim se tornar humano. Esse foi de longe um dos meus momentos favoritos do livro. Ver todo o questionamento que ele faz a si mesmo, se era realmente aquilo que desejava, se tirar aquela parte dele que o acompanhara a vida toda seria realmente a resposta e o caminho correto para a sua felicidade. 

"Jogando ou não violinos no rio, tentando ou não me matar, encontrando ou perdendo um amigo, vou vivendo."

A única parte que me desanimou da leitura foi que lá pela metade do livro, a história se tornou um pouco "novela da Globo" por conta de uma cadeia de acontecimentos. Isso não diminuiu a qualidade da obra em si porém acaba atrasando um pouco a leitura porque na parte em que essa sensação novelesca predomina, o enredo destoa um pouco do todo, porém logo volta ao normal. 

Não é um livro longo, a leitura é calma e simples, ótima para quem gosta de refletir e absorver o que lhe foi dado. Pude entender o motivo que levou essa obra a ser traduzida em diversos idiomas e os prêmios que ganhou. A fama de Moacyr Scliar se fez bem clara para mim. Espero em breve poder ler outros livros do autor e que a minha experiência com elas seja tão boa quanto ou melhor do que a que tive com essa. 

Nota: 4,0 / 5,0
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9 FILMES QUE SÃO MELHORES DO QUE OS LIVROS

Filme: "O Iluminado" de Stanley Kubrick (1980)
Quase todo o leitor que teve uma obra de cabeceira adaptada para as telas da tv ou do cinema, já se decepcionou com o que assistiu. Isso é fato. Muitas vezes, ao levar as obras para as telinhas, os diretores ou o estúdio acabam mudando tanto o livro que toda a sua essência se perde, resultando em uma grande decepção. 
Porém, às vezes coisas boas saem desse processo e grandes obras-primas são criadas. Obras essas que em alguns casos, chegam a superar o livro no qual foram baseadas.
Por conta disso, eu trouxe uma listinha com alguns exemplos de filmes que conseguiram superar os livros dos quais foram adaptados, se tornando ainda melhores. Alguns poucos casos da listinha eu ainda não li ao livro, porém esses ainda não lidos, estão na minha meta de leitura para 2020. <3

1. TRAINSPOTTING - Sem Limites (Autor: Irvine Welsh)
Filme: "Trainspotting - Sem Limites" de Danny Boyle (1996)
Por conta do lançamento do filme, o livro teve as suas vendas alavancadas e o próprio autor - que inclusive faz uma participação especial no longa, como eu disse nesse post aqui - disse que gosta muito do filme. A obra levou para as telas de forma bastante crua, o vício em drogas durante os anos 90. 

2. DURO DE MATAR baseado na obra "Nothing Lasts Forever" (Autor: Roderick Thorp)
Filme: "Duro de Matar" de John McTiernan (1988)
Eu nem ao menos sabia que o filme havia sido inspirado em um livro, assim como muitas pessoas e só isso já mostra o quanto a obra cinematográfica ofuscou a literária, que ao contrário do filme, não é de ação e sim um thriller. Fiquei bem curiosa para ler porque gosto muito do filme. E Bruce Willis ainda tinha cabelo aqui. haha

3. FORREST GUMP (Autor: Winston Groom)
Filme: "Forrest Gump: O Contador de Histórias" de Robert Zemeckis (1994)
O livro do autor Wiston Groom só se tornou realmente conhecido após a adaptação da obra para o cinema, que inclusive rendeu a Tom Hanks, seu segundo Oscar da carreira. 

4. LARANJA MECÂNICA (Autor: Anthony Burgess)
Filme: "Laranja Mecânica" de  Stanley Kubrick (1972)
Quem leu ao livro sabe bem que a obra não é fácil. E não falo isso apenas pela temática pesada e violenta que essa distopia nos entrega, como também pelo fato de a sua leitura ser difícil por si só, devido as gírias do vocabulário nadsat que o autor empregou na história. O filme de Kubrick é uma obra prima e de todas dele que pude assistir e ler a obra da qual ele se inspirou, considero essa a adaptação mais fiel. Porém, poder assistir a ultraviolência de Alex, junto da trilha-sonora e do visual maravilhosos, posso afirmar que o filme me encantou mais, mesmo eu preferindo o final do livro. Ah, temos resenha do livro aqui no blog.

5. TOURO INDOMÁVEL baseado na obra "Raging Bull - My Story" (Autor: Jake LaMotta)
Filme: "Touro Indomável" de Martin Scorsese (1980)
Esse filme é maravilhoso. Inspirado em uma biografia de um ex-pugilista (Jake LaMotta), Martin Scorsese, o diretor dessa obra criou todo um pano de fundo e levou de forma magistral os dramas vividos pelo lutador para as telas. Claro que a atuação de Robert De Niro foi a cereja do bolo para deixar tudo ainda melhor. 

6. O ILUMINADO (Autor: Stephen King)
Filme: "O Iluminado" de Stanley Kubrick (1980)
Esse livro é um dos meus preferidos do autor porém é uma das suas muitas obras adaptadas mais odiadas por ele. No livro, o personagem Jack Torrance vai aos poucos sendo consumido pela loucura, preso no Hotel Overlook junto de sua esposa e filho. Já no filme, apesar da atuação maravilhosa de Nicholson, não podemos negar que seu rosto já nos remete a loucura desde o primeiro momento em que aparece em tela. Assim como sua esposa, que segundo King, foi resumida em uma mulher que só grita durante o filme, o que é algo muito machista ao seu ver (e ao meu também, já que a personagem tem bem mais iniciativa durante o livro). Além de alguns outros tópicos que se eu citasse aqui, ficaria muito texto e não quero deixar o post maior do que ele já vai ficar. Não nego que entendo o autor, porém Kubrick fez um trabalho maravilhoso no filme, criando cenas inesquecíveis, assustadoras, grotescas e maravilhosas. Deu para notar que Kubrick adaptava as obras de acordo como achava melhor, não tentando agradar ao autor da mesma.

7. JURASSIC PARK (Autor: Michael Crichton)
Filme: "Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros" de Steven Spielberg (1993)
Por conta de todo o impacto causado pelos efeitos-especiais incríveis para a época que foi lançado, o filme Jurassic Park, sucesso nos anos 90, se sobressaiu bem mais que a obra, mesmo ela se aprofundando mais em temas que não são tão discutidos no filme, como por exemplo, a parte científica e moral de reviver os dinossauros. 

8. O PODEROSO CHEFÃO (Autor: Mario Puzo) 
Filme: "O Poderoso Chefão" de Francis Ford Copolla (1972)
O livro é ótimo porém é uma obra bem parada e até mesmo rasa, fraca em alguns momentos. Já o filme, por excluir esses momentos mais fracos do roteiro, junto de atuações maravilhosas como a de Marlon Brando como Vito Corleone e a direção impecável de Francis Ford Copolla, o filme se tornou uma obra-prima do cinema que carrega uma legião de fãs até hoje (vamos esquecer que O Poderoso Chefão 3 já existiu, obrigada).

9. CLUBE DA LUTA (Autor: Chuck Palahniuk)
Filme: "Clube da Luta" de David Fincher (1999)
Quem acompanha o blog já sabe que sou fã do autor. Muita gente até hoje não sabe que o clássico cult foi baseado em um livro de mesmo nome. A narrativa de Chuck, como sempre, é divertida e completamente ácida, com personagens insanos e uma trama mais insana ainda. Porém, por mais que eu ame a obra literária, não posso negar que o filme é melhor. Não só porque os personagens principais, como o próprio Tyler, por exemplo, tenham ficado melhores na tela, como também pela forma como David Finsher levou tudo para o cinema. O filme tem easter-eggs, humor ácido, crítica a sociedade, personagens mais desenvolvidos e claro, bastante luta.

Fontes: 1 - 2 - 3

Já assistiu ou leu alguma dessas obras? Se sim, o que achou? Se acham que faltou alguma obra por aqui, me falem nos comentários. 

Ah, o instagram do Parágrafo Cult, junto com outros parceiros, está realizando um sorteio bem bacana de QUATRO LIVROS + 1 MIMO. A foto oficial está AQUI, vai dar uma conferida e participe. Aproveita e segue o nosso blog no insta também, é só clicar aqui no link: @PARAGRAFOCULT
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RESENHA | "A REVOLUÇÃO DE LUS JACK" de Wesley G. Bertolai

Foto: Larissa | Parágrafo Cult
Editora: Katzen | Páginas: 142 | Ano: 2019 | Gênero: Aventura, Fantasia

Sinopse: Uma época sangrenta e turbulenta, na qual piratas e o governo lutam intensamente entre si. Cidades e mais cidades são destruídas graças a essa guerra. É nessa época que nasce um garoto extremamente pobre e das ruas, que coincidentemente conhece a pirataria. Porém, seus planos não são simplesmente atacar os mais ricos e sim acabar com o governo que alimenta tanta desigualdade.
Se não me falha a memória, eu nunca tinha lido um livro sobre piratas antes. Nunca mesmo. Então essa foi a minha primeira experiência com o estilo e devo dizer que comecei com o pé direito. O protagonista do livro aqui é Lus Jack, um jovenzinho pobre que sobrevive de furtos e tem uma vida sem muitas novidades e emoções. Porém tudo muda quando a sua cidade é atacada por piratas. Naquela ocasião, pôde então conhecer melhor os temidos homens dos mares - principalmente o seu capitão, Holvan - e percebeu que sua visão sobre eles era completamente errada e que ele e os piratas tinham mais em comum do que imaginava. 

"Somos tão miseráveis que somos até felizes, estamos sempre rindo."

Decidido então a se juntar a eles em suas aventuras pelos mares, Lus Jack é bem recebido no bando, vivendo como um pirata, aprendendo bastante em sua estadia no navio. Enquanto está lá, vai descobrindo que o mundo é bem mais sombrio do que imaginava e que ao contrário do que todos pensam, o grande vilão de tudo é o governo e não os piratas.

Em uma das suas aventuras na pirataria, após uma emboscada, o bando do capitão Holvan é atacado e ferido, e Lus Jack se perde no mar. Acordando em uma ilha habitada e pacífica, sem saber se seus amigos estão vivos ou não e descobrindo um grande plano do governo que vai prejudicar ainda mais os pobres, Lus então decide voltar ao mar a fim de, não só descobrir se seus companheiros piratas estão vivos, como também para acabar com os planos dos governantes.

"Não, não somos loucos, ainda somos bem conscientes, muito mais do que esses que você não considera loucos."

A Revolução de Lus Jack é um livro curto, de apenas 142 páginas. A história tem aquele estilo de escrita bem própria para o público mais jovem e por conta disso é super fácil de ler, sem muita enrolação. Como leio muitos livros mais pesados, estranhei um pouco a mudança de estilo porém não foi algo que me incomodou, me adaptei bem rápido.

Para quem conhece animes, no começo da história eu me lembrei um pouco do anime One Piece por conta de toda a temática pirata e um garoto jovem querendo ser um mas fora isso, as semelhanças não são muitas. O protagonista, Lus Jack é altruísta e corajoso, maduro, mas ao mesmo tempo, ele é apenas uma criança em meio aos piratas mais velhos.

Foi uma leitura rápida e divertida, diferente do que estou acostumada. O final foi satisfatório e apesar de ter tido um final fechado, uma sequência pode sair dali sem problema algum. Não encontrei erros de ortografia e a fonte tem um tamanho justo. Para quem gosta de aventuras com personagens jovens e que envolvam piratas, essa é uma boa pedida, ainda mais porque o protagonista não para um segundo, sempre no meio de alguma aventura. Eu estava em uma ressaca literária enorme, depois da quantidade de leitura que tive em janeiro, então Lus Jack me salvou.

Nota: 4,5 / 5,0

Redes Sociais do autor:
Facebook: Wesley G. Bertolai
Instagram: Wesley7ska
E-mail: wesley7ska@gmail.com

Redes Sociais do livro:

Disponível para compra em:

Esse livro foi enviado pelo autor mas o blog se coloca no direito de fazer uma resenha justa de acordo com a nossa opinião.
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RESENHA | "EU SOU A LENDA" de Richard Matheson

Foto: Larissa | Parágrafo Cult
Editora: Aleph | Páginas: 384 | Ano: 2015 | Gênero: Ficção-científica, terror, distopia.

Sinopse: A história se passa em um futuro não muito distante, quando todo o mundo é assolado por uma impiedosa praga. Homens, mulheres e até crianças são transformados em monstros carnívoros, e é nesse cenário pós-apocalíptico, tomado por criaturas da noite sedentas de sangue, que Robert Neville se torna o último homem na Terra e passa o dia em busca de comida e suprimentos, lutando para manter-se vivo e são. Mas os infectados espreitam pelas sombras, prontos para acabar com o último bastião da humanidade. 

Há muito tempo eu estava louca para ler esse livro. Fiquei sabendo que a história tinha um final surpreendente, além de ser bem diferente da que nos é apresentada no filme. Sem contar que é um livro muito elogiado então a minha curiosidade para a leitura estava enorme. Falei na resenha de Guerra sem Fim que ganhei muitos livros de aniversário. Esse aqui, eu ganhei da minha cunhada e o devorei em uma noite. 

Robert Neville está dia-após-dia sendo engolido pela sua rotina cansativa e repetitiva em uma cidade onde é o único homem. Vivendo uma vida agora solitária, sua existência têm se resumido em procurar suprimentos, manter sua casa inteira e protegida, se afogar no álcool e preparar estacas e colares de alho para se proteger.

"Então, antes de a ciência ser arrebatada pela lenda, a lenda engoliu a ciência e todo o resto."

A solidão é tão grande que para o homem, o álcool se tornara uma válvula de escape para manter as memórias afastadas, a depressão sendo a sua maior companheira naquele mundo vazio. Ele se tornara um homem repleto de amargura e fechado, o que é completamente compreensível, visto que ele está há meses vivendo um inferno. Perdera sua filha e esposa para a praga que dizimara todos ao seu redor, não tem mais nenhum contato humano, vive uma rotina sufocante e todas as noites é atormentado por vampiros ao redor de sua casa esperando que ele se entregue, virando um banquete para eles. Um dos vampiros que rondam sua casa é Ben Cortman, seu antigo amigo que agora todas as noites o chama para a morte. 

"Ignorou isso, começando a suspeitar de que sua cabeça estaria abrigando um estranho. Antigamente, poderia ter chamado aquilo de consciência. Agora, era apenas um incômodo. Afinal, a moralidade tinha ruído junto com a sociedade. Ele tinha sua própria ética."

Durante toda a leitura, você pode sentir a solidão de Neville. O autor conseguiu trazer para as páginas a depressão sentida por Robert de forma majestosa. Você consegue sentir e viver aquele inferno junto do protagonista. A escrita de Richard é bem simples. Ele não é do tipo que fica enrolando e dando voltas em um tópico para explicar algo ou deixar tudo bonitinho. Sua leitura é do tipo que vai direto ao ponto e isso se encaixa perfeitamente aqui. Acho que uma narrativa que dá muitas voltas teria deixado a leitura muito maçante.

"O mundo ficou louco, pensou. Os mortos andam por aí e eu acho isso normal."

As criaturas do livro em tudo se assemelham aos vampiros: aversão ao sol, alho e crucifixos. Porém Robert sabe que vai muito além disso e resolve estudar e entender melhor os monstros de forma biológica, focando completamente em aumentar seu conhecimento para acabar com eles de forma definitiva, já que muitos dos vampiros - apesar de não serem todos - acabam retornando após tentativas e mais tentativas de Neville de matá-los. 

"Neville começou a pensar em outra coisa: era perigoso ter esperança. Esse era um clichê que ele já havia aceitado há tempos."

Neville criou uma muralha ao redor de si para ajudar na sua sobrevivência durante o período em que esteve sozinho, portanto nos dois momentos em que teve contato com algo vivo, gostei de ver a mudança do personagem e suas reações, como quando encontrou o cachorro e quando conheceu Ruth, uma sobrevivente que faz com que Robert passe a enxergar muitas coisas sob uma nova perspectiva. 

Quanto a obra cinematográfica, posso dizer que o filme consegue se parecer muito com o livro e ser ao mesmo tempo completamente diferente. A solidão de Robert nos dois é bem similar, apesar de que na minha opinião, no livro ele consegue ser ainda mais solitário, visto que não tem a companhia do cachorro como no filme. 

"Naquele momento, pensou: eu sou o anormal aqui. Normalidade era um conceito de maioria, um padrão de muitos e não um padrão de apenas um homem."

A única coisa da qual não me agradou muito foi que no livro os vampiros não tem uma explicação para seu surgimento, ao menos não nada certo enquanto no filme temos uma explicação melhor para a praga que se alastrou. No livro é dado a entender que foi algo relacionado com a Guerra Fria e insetos alterados mas não temos uma explicação concreta. Sem contar que no filme as criaturas mais se assemelham a zumbis do que a vampiros, na minha opinião.

Em alguns momentos eu senti que os vampiros não se encaixavam tão bem na trama distópica mas não é nada que tenha durado muito. Acho que com o tempo o estranhamento foi passando. No livro  Robert Neville não é um herói. Ele apenas luta para sobreviver e em muitos momentos não somos capazes de sentir muita empatia pelo personagem. O livro trabalhou muito bem com elementos psicológicos, tanto no próprio Robert como também nos vampiros, ligando uma explicação lógica aos mitos como alho e crucifixos. 

"Com que rapidez se aceita o inacreditável, depois que se vê o suficiente!"

Deu para entender completamente a razão pela qual a obra é até hoje considerada um clássico. O autor pegou um tema batido como vampiros e criou uma história envolvente. A edição da Aleph de capa dura é muito bonita, com algumas ilustrações no início. A introdução da obra foi feita pelo Stephen King, onde ele diz sobre a influência do livro de Matheson em sua vida e ao final temos alguns extras, como uma entrevista com o autor.

Tenho gostado muito de ler distopias e essa foi uma das que mais me agradou a leitura. O final é surpreendente e até mesmo realista dentro do contexto da história, onde finalmente entendemos o sobre A Lenda citada no título. 

Nota: 4,5 / 5,0

Ah, postei a resenha do livro "O Planeta dos Macacos" no blog Imersão Literária. Também posto algumas coisas por lá. O link da resenha tá AQUI.
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